segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Condenado pela morte de Augusto Escóssia é executado em casa

Mossoró 26 de fevereiro de 2012. Condenado por matar de forma covarde o servidor federal Augusto Escóssia Nogueira Neto, em 2007, o ajudante de mecânico Kerginaldo Pereira Moreno Junior, o Ganso, de 23 anos, já estava em liberdade.

Ganso estava em liberdade e já estava sendo investigado como envolvido em outro crime igualmente covarde e bárbaro: a execução do empresário Genildo Figueiredo, da Gefisal, no mês de dezembro de 2001, em Mossoró.

Mesmo assim Ganso estava em liberdade. Porém, no dia 26 de fevereiro, dois homens se aproximaram do suspeito na Rua Vivaldo Dantas de Farias, bairro Santo Antônio, e o executaram com tiros de pistola. Ele almoçava na calçada.

Consta no site do Tribunal de Justiça do Estado que Ganso havia passado um tempo preso em Mossoró e conseguiu ficar preso em regime semi-aberto e depois aberto. Cometeu uma infração e retornou para o fechado do sistema prisional.

Tempos depois, Ganso conseguiu de novo ficar preso em regime aberto, para trabalhar de ajudante de mecânico. No final de 2011 passou a ser investigado pela morte do empresário Genildo da Gefisal. Não havia provas sufientes para prendê-lo.

Este detalhe que não havia provas suficientes foi e é o grande problema para se manter gente como Ganso ou coisa muito pior na prisão em Mossoró e em todos os estados brasileiros. Eis o motivo de tantos homicidios.

A Polícia Civil, além de não ter estrutura e homens suficientes, não tem suporte pericial. O RN só tem 33 peritos e precisa de 500. Produz inquéritos com poucas provas materiais e termina por resultar num processo com poucos elementos para condenação.

Mesmo assim, se condenado, como foi o caso de Ganso, o réu é enviado para um presídio (fábrica de bandidos) que o transforma em gente muito pior do que quando foi condenado. Pior do que isto: em pouco tempo o sujeito ganha liberdade.

Em liberdade, o condenado gera sensação de injustiça, faz crescer o sentimento de vingança e reduz o sentimento de perdão entre as pessoas. Fazer justiça com as próprias mãos é uma opção de reduzir a dor. Eis a motivação das execuções em Mossoró.
Fonte: Nominuto.Com
Foto: O Câmera

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